sexta-feira, 27 de maio de 2011

RJ: PM pune 11 oficiais que trabalharam para Liesa

A tropa da segurança privada da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) dançou. O comandante da PM, Mário Sérgio Duarte, puniu administrativamente os 11 oficiais da ativa que prestaram serviço no Carnaval de 2009 à liga criada pelos contraventores do jogo do bicho. São dois coronéis, dois tenentes-coronéis, cinco majores e dois tenentes advertidos com a repreensão - uma penalidade classificada como leve, mas que suja a ficha funcional do militar e o impede de ocupar cargos no Estado-Maior. Entre os punidos está o coronel Robson Rodrigues da Silva, comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A decisão do comando da PM foi publicada, dia 19, no boletim interno da corporação. Mário Sérgio entendeu que os oficiais, mesmo de folga, infringiram o regulamento disciplinar ao prestar serviço à MJC Eventos e Serviços. A empresa foi encarregada pela Liesa do controle dos acessos e da recepção a autoridades na Sapucaí. Aos oficiais da ativa, o código disciplinar da PM proíbe o segundo emprego - mais conhecido como bico -, mesmo temporário.

A sindicância constatou que os oficiais trabalharam durante os desfiles e chegaram a usar coletes com os logotipos da Riotur e da Liesa. A apuração levou mais de um ano e outros policiais (cabos e sargentos, em sua maioria) também foram alvo da investigação.

Os oficiais punidos ocupam cargos de destaque na cúpula da PM. Além do comandante das UPPs, o coronel médico Antônio Carlos Barbosa de Souza foi nomeado superintendente de saúde da Subsecretaria Militar, o tenente-coronel Aleucy Bento dos Santos é da Diretoria de Finanças, enquanto seu colega de patente, Luiz Cláudio dos Santos Silva, foi cedido à Secretaria Municipal de Ordem Pública.

Beltrame determinou fiscalização na Avenida

A participação de policiais no Sambódromo passou a ser fiscalizada com rigor desde que José Mariano Beltrame assumiu a Secretaria de Segurança. Este ano o coronel Mário Sérgio devolveu o camarote cedido pela Liesa à PM.

O receio da autoridades é a proximidade dos agentes com a Liesa, considerada o braço carnavalesco dos bicheiros. Nem mesmo a oficialização da parceria entre a Liga e a Riotur na apresentação das escolas do grupo especial afastou as restrições.

A empresa MJC Eventos e Serviços é a ponte entre a Liesa e a contratação dos seguranças para o Carnaval. Ela é dirigida pelo coronel da reserva da PM Celso Pereira de Oliveira, que busca na corporação a mão de obra qualificada para o serviço. O pagamento do bico chega, no máximo, a R$ 800 pelo dia de serviço. 
 
Portal Terra

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ministro da Justiça vai trabalhar pela votação dos 30%

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recebeu ontem uma delegação de diretores da Confederação Nacional dos Vigilantes e disse que vai trabalhar, junto à base governista no Congresso, para que os Projetos de Lei que fixam o adicional de 30% para os vigilantes seja votado o mais brevemente possível.

De acordo com o secretário de assuntos parlamentares da CNTV, Chico Vigilante, que participou da audiência, Cardozo reconheceu que os salários dos vigilantes brasileiros “são muito baixos”.

Chico informou ainda que o ministro delegou ao secretário executivo do Ministério, o ex-ministro Luiz Paulo Barreto a tarefa de negociar com a categoria uma proposta para o Estatuto dos Vigilantes. José Eduardo Cardozo disse que quando o projeto final for encaminhado ao Congresso, deverá ser analisado em regime de urgência, para acelerar a tramitação.
 
WMC Assessoria
Fonte: CNTV

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Copa 2014 deve gerar 50 mil empregos diretos para vigilantes

Pelo menos 50 mil profissionais da segurança privada devem ser escalados para o esquema de segurança da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 2014. De acordo com o regulamento da FIFA, os estádios das cidades-sedes, onde os jogos acontecerão, precisam ter uma equipe na qual as seguranças pública e privada estejam integradas.


Em cada estádio, aproximadamente três mil vigilantes, devidamente cadastrados na Polícia Federal, devem ficar responsáveis pela segurança no complexo interno das arenas (tendas de patrocinadores, área de circulação de pessoas, estacionamentos e catracas).


De acordo com a Coordenação Geral de Controle da Segurança Privada da PF, será criado um curso específico para capacitar vigilantes, supervisores e gestores que desejarem trabalhar no Mundial - Curso de Extensão em Grandes Eventos, que será oferecido pelas escolas de formação de vigilantes.


“A Polícia Federal tem se articulado com o Comitê Organizador e as entidades do setor para montar um esquema eficiente, aproveitando a mão de obra regularizada junto à PF, para que a segurança no Mundial seja especializada e não improvisada, como ocorreu na África do Sul”, revela o presidente do Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo), José Adir Loiola.


Atualmente, há um exército de quase dois milhões de vigilantes cadastrados na Polícia Federal. Apenas um quarto deste contingente, no entanto, é absorvido pelo mercado de trabalho. Para a Copa 2014, além dos empregos diretos, estima-se a criação de milhares de empregos indiretos no setor, já que haverá demanda de vigilantes em hotéis, escoltas, transporte de valores, entre outros serviços.
No Rio de Janeiro os empregos também devem ser gerados de forma intensiva. Além da Copa do Mundo, a cidade é mundialmente conhecida e deverá receber um número de turistas bem acima de outros lugares. Outro fator que irá contribuir para o aumento do número de vagas para os trabalhadores em segurança privada é a realização das Olimpíadas de 2016.
Os profissionais devem ficar atentos e com sua documentação em dia. O Sindicato irá acompanhar toda movimentação do setor privado e direcionar os trabalhadores.

WMC Assessoria
Fonte: CNTV