terça-feira, 11 de outubro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sem celular, "saidinha" é praticada com sinais


A lei municipal que proíbe o uso de celular nas agências bancárias entrou em vigor mas, como previu o Sindicato e diversos cidadãos ouvidos pela entidade, o crime da saidinha de banco não deixou de acontecer. A imprensa divulgou a prisão, na terça-feira 13, de três suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha que, impedida de utilizar o aparelho, praticava o crime usando sinais para se comunicar.

“Antes mesmo de ser sancionada pelo prefeito, nós alertamos que a lei não resolveria o problema”, diz o diretor executivo do Sindicato e representante da entidade na Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada da Polícia Federal (Ccasp), Daniel Reis, lembrando que a entidade sindical enviou carta solicitando audiência com Gilberto Kassab para discutir o assunto, mas nem sequer recebeu resposta.

Na ocasião, Daniel ressaltou que a saidinha já existia antes mesmo de existir celular, já que na época os criminosos usavam outros meios para se comunicar.

“O Sindicato defende que os mecanismos eficientes para combater esse tipo de crime são aqueles que impedem a visualização das operações dos clientes, como biombos protegendo os caixas. Dessa forma, os criminosos não teriam como saber quem está sacando dinheiro nem quanto está sendo sacado”, argumenta. Ao proibir o celular, destaca ainda o dirigente, a lei responsabiliza o cidadão ao invés de exigir medidas eficientes dos bancos.

Sinais – De acordo com a polícia, os homens presos na terça 13 se posicionavam estrategicamente na agência para escolher a vítima – clientes que sacam grande quantia em dinheiro – e indicá-la aos comparsas. Um deles, ainda segundo os policiais, simulava uma operação com o gerente, outro ficava na fila, um terceiro no saguão interno e um quarto no saguão externo da agência. Eles se comunicavam por meio de olhares e outros sinais. Quando o cliente saía do banco, ele era assaltado por um dos membros da quadrilha.

Os homens foram presos na região da Barra Funda, zona oeste. Um dos integrantes da quadrilha conseguiu fugir. A polícia encontrou um revólver escondido na moto de um dos suspeitos.

A lei entrou em vigor na capital no último dia 29. Ela prevê multa aos bancos onde os clientes forem flagrados usando os telefones móveis, mas por enquanto ainda não tem caráter punitivo. A prefeitura informou que colocará 700 agentes para fiscalizar o cumprimento da medida em todas as cerca de 2.800 agências bancárias de São Paulo.
 
Fonte: Federação dos Bancários da CUT-SP
   
 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bico Legal pode aumentar desemprego entre vigilantes

O projeto Bico Legal, de autoria do presidente da Câmara de Maceió, Galba Novaes continua dividindo opiniões, por prever que policiais militares trabalhem dentro da legalidade durante o período de folga, prestando serviços de segurança ao município e recebendo um adicional que pode variar entre R$ 800,00 e R$ 1.300,00.

Agora, o questionamento parte das empresas de segurança privada, que temem o aumento do desemprego entre a categoria.

É o que acha o presidente Sindicato dos Vigilantes de Alagoas, José Cícero da Silva, afirmando que o bico não resolveria o problema da remuneração dos policiais nem a questão da segurança em Maceió.

“Somos contrários a esse projeto. O vereador colocou em discussão a proposta durante uma sessão pública e no mesmo dia, apresentamos um projeto de lei para regulamentar a contratação dos vigilantes. Defendemos que haja concurso público para a Polícia Militar. Nas casas lotéricas, bancos populares, supermercados, lojas, postos de combustíveis há policiais, mas isso não pode ser regulamentado”, destacou.

Silva lembrou que as escolas municipais têm sido alvo constante da ação de bandidos, por não terem vigilantes nem guardas.

“O trabalho desses militares é tão irregular que nem carteira assinada e piso salarial eles podem ter. Escolas, hospitais, postos de saúde precisam da segurança privada. Também é preciso aumentar o contingente da PM”, afirmou.

Segurança privada

Epitácio Mendes Jr. sócio-gerente da Vigal Vigilância, explicou que a Lei nº 7.102, de 20/06/1983, foi instituída justamente para regulamentar as atividades de segurança privada em instituições públicas e privadas e em especial, a segurança dos estabelecimentos financeiros e o funcionamento das empresas prestadoras de serviços de segurança privada.

“A Lei n° 7.102/83 foi regulamentada pelo Decreto n.° 89.056, de 24/11/1983, que, por sua vez, foi atualizado pelo Decreto n.° 1.592, de 10/08/1995. O Departamento de Polícia Federal, depois da edição dessas normas, instituiu a Portaria n° 992-DG/DPF, de 25/10/1995, responsável pelo disciplinamento de toda a atividade de segurança privada existente no país”, ressaltou.

Ele reforçou que a segurança patrimonial deve ser exercida por empresas privadas, devidamente autorizadas pelo Ministério da Justiça, através da Policia Federal.

“Se o bico legal for constitucional, deveria ser direcionado às ruas e não aos órgãos da esfera pública, seja municipal, estadual ou federal. Esse projeto, visando proteger os órgãos públicos, vai tirar a oportunidade de contratação de segurança privada e o emprego dos vigilantes”, reiterou.

WMC Assessoria
Fonte: ABSO - São Paulo/SP