Com o aumento no fluxo de pessoas nas lojas do centro de Ribeirão Preto e a previsão de crescimento de 7% nas vendas deste Natal, os comerciantes estão contratando mais segurança particulares para trabalhar no horário comercial. Atualmente, as ruas do quadrilátero central são "vigiadas" por pelo menos 20 seguranças, segundo os profissionais. A expectativa deles é que o número dobre nas próximas semanas. Há profissionais que cuidam apenas de uma loja e os que trabalham para vários comerciantes que se unem para pagá-los. Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública apontam a tendência de aumento de furtos e roubos em época de grandes vendas. Em maio, por exemplo, foi registrado um crescimento de 9,74% nos casos de furtos na cidade -980, ante 938. Maio, mês das mães, é considerado a segunda melhor data para o comércio. A procura por mais segurança abre espaço para quem estava desempregado. É o caso de Benedito da Silva, 36, que foi contratado há dois meses para atuar na rua Américo Brasiliense. "Cuido de seis lojas entre a Visconde de Inhaúma e a Barão do Amazonas e, por enquanto, está tranquilo." Johnston Gonçalves, 65, que trabalha há 20 anos na rua Barão do Amazonas, disse que os lojistas estão em busca de mais seguranças neste ano. "Até formamos uma cooperativa. Agora, somos sete mas, perto do Natal, devemos ser dez." Roberto Esteves, 38, que trabalha há nove anos na rua Barão do Amazonas, diz que casos de furtos são registrados todos os dias. "Às vezes, percebemos ou somos avisados por alguém. Procuramos o suspeito, conversamos na rua e tentamos um acordo. Se não der certo, acionamos a polícia", disse. O diretor da distrital centro da ACI-RP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), Lino Strambi, confirma o aumento na procura por vigias particulares, mas diz que a entidade acredita no trabalho das polícias. Em dezembro, o número de policiais militares no centro deve duplicar e o de guardas civis, quadruplicar -os números não são divulgados pelos órgãos. O superintendente da Guarda Civil, André Tavares, e capitão da PM Maurício de Melo concordam que o trabalho dos seguranças ajuda a prevenir crimes. WMC Assessoria - Folha de São Paulo | |||||
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Natal gordo emprega mais seguranças
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Dilma afirma que vai priorizar saúde e segurança
A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 3, após visita oficial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que saúde e segurança pública serão as prioridades de seu governo. Logo no início da enrevista coletiva aos jornalistas, Dilma afirmou que essas duas áreas terão grande destaque em seus governos. A presidente afirmou ainda que "a educação está bem encaminhada". "Nós vamos precisar completar a rede do SUS. E está em questão o problema da regulamentação da emenda 29 (que prevê mais recursos para a saúde). Para a União é mais fácil. Para os estados e municípios é que é mais difícil", afirmou. Ela afirmou que não pretende enviar ao Congresso a recomposição da CPMF, mas que terá negociações com os governadores sobre o tema
Sobre a segurança pública, Dilma defendeu que a questão seja enfrentada com a cooperação entre estados, municípios e União e também que a União participe "efetivamente com recursos. A presidente disse ainda que dará "clara prioridade" à área. Dilma afirmou ainda considerar "que a educação está muito bem encaminhada", disse.
"MST não é caso de polícia"
Questionada sobre sua postura em relação ao MST, a presidente eleita ressaltou que o movimento "não é um caso de polícia" e disse que não dará margens para que ocorram em seu governo assassinatos de militantes do movimento, citando o massacre de Eldorado dos Carajás ocorrido em 1996. "No meu governo não darei margens para Eldorados dos Carajás."
"Eu considero que temos terra o suficiente pra continuar fazendo a reforma agrária", disse Dilma. "É fundamental garantir ao assentado e ao agricultor renda monetária." Para ela, será preciso criar milhões de pequenos proprietários para resolver o problema dos sem terra.
A presidente também defendeu o critério atual de correção do salário mínimo, mas indicou que pode lançar mão de um mecanismo diferente para dar um aumento maior ao piso do País a partir do ano que vem. Atualmente, o salário mínimo é reajustado somando a inflação do ano corrente mais a variação do PIB do ano anterior. Como o PIB de 2009 foi baixo, próximo de zero, em função da crise financeira internacional, o reajuste de 2011 ficaria muito baixo. Por isso, diz ela, é possível rever a regra. Dilma projetou que o salário mínimo fique acima de R$ 600 no início de 2012 e "bem acima" de 700 em 2014.
Dilma afirmou que vai buscar cobertura de 100% das famílias necessitadas no Bolsa Família. Segundo ela, a dificuldade para atingir essa cobertura é porque são as prefeituras que cadastram as família. "Nós inclusive financiamos as prefeituras para elas cadastrarem", disse. Afirmou ainda que pretende reajustar o Bolsa Família. "Eu não sei dizer hoje qual é esse reajuste, mas que terá reajuste eu asseguro a vocês que terá", acrescentou.
WMC Assessoria
O Estado de São Paulo
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Deputada quer proibir vigilante de usar arma de fogo
A deputada Solange Amaral (DEM-RJ), quer proibir que vigilantes usem armas de fogo. A única exceção seriam os trabalhadores de transporte de valores. A proposta foi apresentada sob a forma de projeto de lei e tramita na Câmara dos Deputados sob o número 7314/10.O texto, condenado veementemente pela categoria dos vigilantes, pretende que a segurança de clientes, funcionários e do próprio vigilante com posto de trabalho em agências bancárias seja feita apenas com cassetetes de borracha ou de madeira.
A proposta pretende alterar a Lei 7.102/83, que estabelece normas paras as empresas de vigilância e de transporte de valores. Vale lembrar que, hoje, a legislação permite ao vigilante portar armas de fogo em serviço, desde que a arma seja da empresa para a qual trabalha. A empresa precisa ter autorização de funcionamento emitida pela Polícia Federal e o vigilante, curso de treinamento, capacitação e Carteira Nacional de Vigilante.
De acordo com a autora, a necessidade de proteção dos cidadãos não pode servir de justificativa para o armamento de algumas categorias sem o devido controle da sociedade. Para ela, vigilantes que desempenham suas funções no interior de agências bancárias não têm necessidade de portar arma.
Hoje, a empresa que utilizar vigilante desarmado em instituição financeira está sujeita a multa.
"O vigilante que está na recepção de um estabelecimento comercial, no trato direto com um grande fluxo de cidadãos, de forma a lhes oferecer segurança, não pode funcionar como o estopim deflagrador de violências e barbáries", argumenta a deputada.
A deputada parece esquecer que o vigilante armado representa a segurança de bancários, clientes e da própria população. Mantê-lo no posto desarmado oferece um risco absurdo não só à sua própria vida como de toda a sociedade. Pensar num vigilante enfrentando assaltantes com cassetetes chega a ser ridículo, além de irresponsável.
Vale lembrar que apenas este ano, sete vigilantes perderam a vida trabalhando na segurança de bancos. É impossível imaginar o tamanho dessa matança caso a proposta tresloucada da deputada já estivesse valendo.
O projeto equivocado da deputada carioca tramita apensado ao 4436/08 do Senado, que assegura adicional de periculosidade para a categoria. Apensar um projeto a outro significa que eles tramitarão em conjunto. Quando uma proposta apresentada é semelhante a outra que já está tramitando, a Mesa da Câmara determina que a mais recente seja apensada à mais antiga. No caso, como o 4436 já passou pelo Senado, é ele que encabeça a lista, tendo prioridade.
WMC Assessoria de Comunicação
Fonte: CNTV
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